sábado, 22 de outubro de 2011

A invenção e a falta



Só um pouco inventado
O amor de tão raro
Eu não o vi,
Nem senti.
O que me deixa mais perturbado
É que meu coração foi roubado
Quando eu estava aqui
E ele ali!
Sossegado.
Ele sequer estava guardado,
E eu sequer havia cobrado...
O valor...

Amor,
Eu não posso esperar
Então deixei para trás
O que não posso levar...

Levo comigo
O peso da gravidade
Que tenho que carregar,
A leveza de algum perfume de flor
E nenhuma dor.
Eu posso andar
Eu posso até inventar
Aonde vou,
Mas prefiro chegar lá
E deixar o coração pra depois...

Talvez sem ele não sinta a falta que ficou.

Autor: Tom Aiko

>>Só para variar um pouco meu estilo de escrita, algo um pouco mais... estou sem definições até para o que sinto rs A imagem é de um clip da Regina Spektor, chamado Fidelity, achei que essa imagem do clip seria boa. o/


sábado, 1 de outubro de 2011

Sorte


Um trevo de quatro folhas em tua mão
E todo mal que poderia escapar pelos nossos dedos.
É como uma chuva que caí molhando o chão,
Um só guarda-chuva para dois despreparados nos erros...

Talvez ainda tenhamos sorte de algum dos dois sair ileso.

Acho que se eu ainda tivesse algum grande amor guardado,
Ainda assim não estaria seguro em ir tão longe para escondê-lo...
Por que apenas nos separamos quando seus braços me soltaram
E eu tinha a certeza de que era a última vez que eles me deixavam livre.

Pelo céu navegava o vento
Em sua tempestade que me emprestava o choro.

Da cidade toda eu pensei que você
Fosse aquele tipo raro que ninguém encontrou...

Talvez ainda tenhamos sorte de algum dos dois sair ileso.

Espero que seja você.

Eu todo molhado, sou um tipo comum perdido no mundo...

Eu amo uma só pessoa,
Acredito nas palavras doces,
Vejo o simples,
Tenho sonhos, bondade e esperança.

Arrancaram-me todas as folhas, mas a chuva do temporal me lava,
Eu tenho um pouco mais emprestado além do choro...

Autor: Tom Aiko