domingo, 4 de setembro de 2011

Palavras doces



Estou tão doce quanto
Aquilo que vai derreter em seus lábios,
Tem o sabor de cereja
E é delirante o arrepio em meus dedos...

Entre um sorriso e outro
E quase se divertir de verdade,
É melhor ficar em silêncio
E evitar a esperada calamidade...

Por que pessoas volúveis sempre estão densas
E derramam nesse chão o desnecessário,
Pendem para o lado
Em que qualquer coisa é excessiva.

E é somente por que não faz falta,
Uma hora ou outra
Elas ficam tão enjoadas de tudo,
Por estarem cansadas delas mesmas...

Estou agradável, doce como cereja.
Eu só queria que as coisas que você me joga
Não fossem tão pesadas
Quanto o ar em que você desaparece no dia seguinte.

Autor: Tom Aiko

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Se não for esperança, não sei qual nome eu poderia dar!


Isso tudo fica tão calmo como uma pequena onda agitando em uma chicará de chá,
Mas são apenas minhas mãos trêmulas derramando da porcelana gotas neste tapete.
Eu tenho a calma de não esperar uma eternidade enquanto o relogio fica indiferente
A essas coisas que não me esperam, de certa forma, ao correr elas estão bem contentes.

Nem sempre eu tenho esse olhar manso, mas quando posso eu sinto a brisa soprar,
Se eu já me deixei semanas inteiras a chorar é por que eu não me privo mais do que sinto;
Eu vou confiar em meu coração, mesmo que isso me faça o homem mais idiota do mundo!
Eu não vou revidar daquilo que me fere, mas tenho certeza que uma hora terá que parar.

Por que minha paz não pertence ao momento de silêncio, ou ao momento do sorriso,
Nem entro em conflito por culpa da sua guerra pessoal e devastante que abraça tudo,
Eu também irei abraçar o peso da responsabilidade e firmar meus pés na base da esperança,
Se você soltar o seu peso, serão apenas mais montanhas para eu subir, atravessar e ver o céu.

Ainda assim não serei a melhor pessoa, mas serei eu e isso valerá a pena.

Autor: Tom Aiko