quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Leia estes mistérios que escrevo:


Minhas páginas são leitos de hortênsias frescas
E ao escrevê-las deixo-as perfumar de jasmim e hálitos do céu;
Sinta ao lê-las o cálice pendendo essências nas pétalas,
Hastes tremulantes na brancura de um fino véu.

Eu que comecei escrevendo poesias nas águas calmas
E fui carregado por ondas para o fundo e lançado para fora de mim mesmo,
Fechei o livro do meu coração oceânico
E comecei a escrever fora das margens com a fragrância da minha alma.

Mas dispersei-me ao vento e não pude conter o meu olhar,
Feito um jardim florido no mundo e que ninguém pode tocar
Tentei fechar este livro etéreo que despetalava suas folhas,
Como olhos fechados que escorrem lágrimas voláteis de perfume...

E talvez estas páginas ao serem lidas já não se sintam os perfumes;
Ou talvez, seguindo o aroma das suas flores,
Chegue-se a praia onde um poeta um dia escreveu um livro de águas,
Um livro profundo em palavras para que seu coração se afogasse em silêncio.

Autor: Tom Aiko

Ps: Breve desabafo do escritor aos leitores:

Gente, já se passaram alguns meses após meus últimos traumas vividos, eu particularmente  havia decidido parar de escrever poesias; Mas bem, não consegui parar; Essa em particular é muito marcante por que fala do meu inicio como poeta escrevendo o livro das águas e do meu percurso como escritor interiorizado e exteriorizado hoje. Admiro o trabalho de quem consegue escrever sobre coisas mais concretas como a sociedade. o/


Um comentário:

  1. Olá Tom, agredeço novamente por acompanhar meu blog, e devo dizer que realmente foi bom eu ter vindo ver o teu blog, gostei bastante desse poema, parabens.

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