terça-feira, 12 de março de 2013

"Um ano é o bastante para ser eu mesmo e uma outra pessoa... Já não conheço aquele velho hábito de se apegar a pedaços de memórias!"

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Pensamentos fragmentados


A sombra do dia caiu sobre tantas coisas naquela manhã, ele levantou o palmo, mas a luz era muito fraca. Enquanto chovia podia-se ouvir o som da água batendo no telhado, tão lentamente, era um daqueles momentos em que cada ruído parecia calmo. Tudo dentro de uma única respiração. E é estranho quando os pássaros não cantam, quando o quarto todo parece descansar e se estender para dentro de um suave sonho, até escorrer pelas pálpebras de um leve despertar. Meio acordado, a beira de um sonhar, o pedestal da cama está quase nítido, e aos poucos ele sente apagar a si mesmo.

 Tom Aiko

sábado, 22 de outubro de 2011

A invenção e a falta



Só um pouco inventado
O amor de tão raro
Eu não o vi,
Nem senti.
O que me deixa mais perturbado
É que meu coração foi roubado
Quando eu estava aqui
E ele ali!
Sossegado.
Ele sequer estava guardado,
E eu sequer havia cobrado...
O valor...

Amor,
Eu não posso esperar
Então deixei para trás
O que não posso levar...

Levo comigo
O peso da gravidade
Que tenho que carregar,
A leveza de algum perfume de flor
E nenhuma dor.
Eu posso andar
Eu posso até inventar
Aonde vou,
Mas prefiro chegar lá
E deixar o coração pra depois...

Talvez sem ele não sinta a falta que ficou.

Autor: Tom Aiko

>>Só para variar um pouco meu estilo de escrita, algo um pouco mais... estou sem definições até para o que sinto rs A imagem é de um clip da Regina Spektor, chamado Fidelity, achei que essa imagem do clip seria boa. o/


sábado, 1 de outubro de 2011

Sorte


Um trevo de quatro folhas em tua mão
E todo mal que poderia escapar pelos nossos dedos.
É como uma chuva que caí molhando o chão,
Um só guarda-chuva para dois despreparados nos erros...

Talvez ainda tenhamos sorte de algum dos dois sair ileso.

Acho que se eu ainda tivesse algum grande amor guardado,
Ainda assim não estaria seguro em ir tão longe para escondê-lo...
Por que apenas nos separamos quando seus braços me soltaram
E eu tinha a certeza de que era a última vez que eles me deixavam livre.

Pelo céu navegava o vento
Em sua tempestade que me emprestava o choro.

Da cidade toda eu pensei que você
Fosse aquele tipo raro que ninguém encontrou...

Talvez ainda tenhamos sorte de algum dos dois sair ileso.

Espero que seja você.

Eu todo molhado, sou um tipo comum perdido no mundo...

Eu amo uma só pessoa,
Acredito nas palavras doces,
Vejo o simples,
Tenho sonhos, bondade e esperança.

Arrancaram-me todas as folhas, mas a chuva do temporal me lava,
Eu tenho um pouco mais emprestado além do choro...

Autor: Tom Aiko

domingo, 4 de setembro de 2011

Palavras doces



Estou tão doce quanto
Aquilo que vai derreter em seus lábios,
Tem o sabor de cereja
E é delirante o arrepio em meus dedos...

Entre um sorriso e outro
E quase se divertir de verdade,
É melhor ficar em silêncio
E evitar a esperada calamidade...

Por que pessoas volúveis sempre estão densas
E derramam nesse chão o desnecessário,
Pendem para o lado
Em que qualquer coisa é excessiva.

E é somente por que não faz falta,
Uma hora ou outra
Elas ficam tão enjoadas de tudo,
Por estarem cansadas delas mesmas...

Estou agradável, doce como cereja.
Eu só queria que as coisas que você me joga
Não fossem tão pesadas
Quanto o ar em que você desaparece no dia seguinte.

Autor: Tom Aiko

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Se não for esperança, não sei qual nome eu poderia dar!


Isso tudo fica tão calmo como uma pequena onda agitando em uma chicará de chá,
Mas são apenas minhas mãos trêmulas derramando da porcelana gotas neste tapete.
Eu tenho a calma de não esperar uma eternidade enquanto o relogio fica indiferente
A essas coisas que não me esperam, de certa forma, ao correr elas estão bem contentes.

Nem sempre eu tenho esse olhar manso, mas quando posso eu sinto a brisa soprar,
Se eu já me deixei semanas inteiras a chorar é por que eu não me privo mais do que sinto;
Eu vou confiar em meu coração, mesmo que isso me faça o homem mais idiota do mundo!
Eu não vou revidar daquilo que me fere, mas tenho certeza que uma hora terá que parar.

Por que minha paz não pertence ao momento de silêncio, ou ao momento do sorriso,
Nem entro em conflito por culpa da sua guerra pessoal e devastante que abraça tudo,
Eu também irei abraçar o peso da responsabilidade e firmar meus pés na base da esperança,
Se você soltar o seu peso, serão apenas mais montanhas para eu subir, atravessar e ver o céu.

Ainda assim não serei a melhor pessoa, mas serei eu e isso valerá a pena.

Autor: Tom Aiko

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Lembranças em Vermelho


O vermelho que escorre das lembranças
Dança em minhas noites com a sombra do seu abraço...
Para onde você foi além do silêncio de um coração que não bate?
Eu não quero perder esse vazio que me preenche quando sinto medo...

E este imenso céu azul ainda é nosso?
O pôr-do-sol perdido no horizonte
Não une o dia com a noite
Quando eu apenas não te encontro.

Será que foi enterrado com você o relógio e o tempo?

Mas esses sentimentos continuam cavando a minha mente,
Na esperança de tirar você dos meus sonhos
E colocar alguma luz na escuridão que nos faz desaparecer,
Mergulhados no sangue dessa ferida aberta em seu corpo e sangrando em minha alma.

Sangrando...
Eu também vou correr para lá
Feito um ponteiro
A girar, a girar, a girar...

O vermelho que escorre das lembranças
Dança em minhas noites com a sombra do seu abraço...

Autor: Tom Aiko